5 fatores que podem reduzir a libido masculina e como resolver

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A falta de libido masculina é uma questão que tem surgido com cada vez mais regularidade nos consultórios médicos, embora o assunto ainda seja considerado um tabu para muitos homens. Na maior parte dos casos, representa uma grande preocupação e até causa angústia em quem vem enfrentando essa condição — mesmo porque, de fato, impacta bastante a qualidade de vida, especialmente, dentro de uma relação.

No entanto, na verdade, pode estar associado a uma infinidade de causas de simples resolução. Pensando na importância de abordar o tema com mais profundidade, nós elaboramos este post. Vamos listar 5 prováveis razões para a redução da libido masculina e o que é preciso fazer para buscar uma solução. Vamos lá?

Como se caracteriza a falta de libido nos homens?

Antes de efetivamente elencarmos as eventuais motivações para a diminuição ou a perda da libido masculina, vale a pena compreendê-la melhor. Em termos simples, trata-se da redução ou da ausência do impulso sexual.

Quando a condição é experienciada por homens, é muito comum que as pessoas façam uma associação equivocada a questões hormonais — por exemplo, uma baixa nas taxas de testosterona no organismo. No entanto, embora essa possa ser, sim, uma das razões — e a abordaremos, neste artigo —, existem vários outros motivos que podem levá-los à perda do desejo sexual, independentemente do estágio da vida em que se encontram.

Quais são as 5 principais razões para a redução da libido masculina?

A seguir, vamos conferir os principais motivos que levam um homem a perder o desejo, para que você possa identificar a sua situação, se for o caso!

1. Depressão e/ou outros transtornos psicológicos

Além de a condição, por si só, contribuir bastante para a disfunção erétil, os medicamentos comumente administrados para combatê-la — bem como os remédios utilizados para manter outros transtornos psicológicos sob controle — têm o potencial de prejudicar a libido. Isso, normalmente, ocorre porque alguns deles são responsáveis pela inibição do Sistema Nervoso Central (SNC).

Eles também alteram as taxas hormonais, provocando a ausência de desejo sexual. Ainda nesse contexto, não se pode esquecer do fato de que a depressão (e outros distúrbios afins) pode fazer com que as pessoas percam a capacidade de sentir prazer, mesmo quando envolvidas em atividades que, anteriormente, eram satisfatórias.

Esse quadro é conhecido como anedonia, que atinge, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 70% dos pacientes que convivem com a doença. Há casos em que o tesão é tão impactado — de modo negativo — que o homem pode se relacionar sexualmente durante horas sem conseguir atingir o orgasmo.

2. Problemas hormonais

Embora não sejam sempre a razão para a diminuição e para a ausência da libido masculina, os problemas hormonais podem ser uma das causas. Justamente por isso, quando se nota a diminuição do apetite sexual, é superimportante que a parte hormonal seja profundamente investigada, o que engloba, por exemplo:

  • hormônios tireoidianos, como o T4 livre, o TSH e o T3;
  • testosterona livre;
  • prolactina — que, quando desregulada, também pode causar alterações na libido;
  • relação entre testosterona e estradiol, haja vista que, se for superior a um para dez, pode gerar reflexos na libido masculina.

Geralmente, quando a questão hormonal é a razão da condição e a causa é tratada, a resposta por parte do paciente é bastante positiva.

3. Estresse

Quando nós vivenciamos situações nas quais estamos sob altos níveis de estresse e ansiedade, a adrenalina e o cortisol aumentam. Ambos os hormônios — especialmente, a adrenalina — impactam negativamente o sistema límbico, que é produtor da serotonina, neurotransmissor do prazer e da alegria.

Isso, por sua vez, pode levar à diminuição do apetite sexual. Além disso, o próprio estresse, por si só, já tem o potencial de reduzir os níveis de testosterona.

Nesse caso, ao identificar que esse vem sendo o fator determinante para a condição, torna-se fundamental, em primeiro lugar, buscar identificar qual é o gatilho do estresse, ou seja, aquilo que vem o desencadeando. A partir disso, o próximo passo, naturalmente, é evitá-lo.

Nesse sentido, pode ser interessante recorrer a práticas relaxantes, como meditação, exercícios físicos regulares, yoga etc. Contudo, se necessário, não deixe de buscar ajuda profissional para ter mais disposição.

4. Administração medicamentosa

Nem todo mundo sabe, mas não são apenas os medicamentos antidepressivos (e similares) que podem gerar reflexos negativos sobre a libido masculina. Outras medicações, como aquelas administradas para o tratamento de úlceras e de hipertensão arterial, têm o potencial de afetar os receptores principais da serotonina, o que acaba por reduzir drasticamente tanto o interesse sexual quanto o prazer.

Na verdade, até remédios comumente utilizados no dia a dia e sem prescrição médica — como o Ibuprofeno — podem prejudicar a potência sexual masculina, afetando, consequentemente, o desejo do homem. Portanto, se você perceber que essa pode ser a motivação para a condição, a principal solução é a modificação dos medicamentos administrados com base em orientação médica e, se preciso, posteriormente, a reposição hormonal.

5. Consumo de álcool

A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas pode, temporariamente, reduzir a libido e prejudicar o desempenho sexual, haja vista que exerce influência na liberação de hormônios, como testosterona, serotonina e progesterona. Todos são capazes de provocar alterações no fluxo de sangue, o que pode afetar tanto a ereção quanto a ejaculação.

No entanto, é importante pontuar que, em longo prazo, o consumo contínuo pode causar disfunção erétil. Inclusive, é possível elevar os riscos de desenvolvimento de quadros depressivos, o que, como vimos, também gera a redução do apetite sexual.

É essencial ter em mente que, para cada razão de ausência ou diminuição do interesse sexual, há meios de reverter o quadro. Portanto, independentemente do que vem afetando a libido masculina, o ponto de partida sempre é reconhecer a condição, não a negligenciando, e buscar auxílio profissional. Há tanto tratamentos medicamentosos quanto terapêuticos — se necessário — para retomar a qualidade de vida e das relações sexuais.

Em geral, a ausência ou diminuição de libido não é um problema grave e pode ser facilmente revertida, bastando haver disposição e vontade por parte de quem convive com a condição.

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