Fungo nas unhas: saiba quais as causas e como tratar

fungo nas unhas
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A onicomicose — conhecida popularmente apenas como “micose” — é caracterizada pela presença de fungo nas unhas, que se alimentam da queratina, a proteína que está presente na maior parte de sua composição. Ou seja, trata-se de uma infecção fúngica da lâmina ungueal ou do leito ungueal. O seu surgimento é bastante comum e a condição afeta, via de regra, pessoas de todas as idades, independentemente do gênero.

Geralmente, é possível notá-la em razão das alterações nas unhas, relacionadas à textura, ao formato e à cor. Na maior parte dos casos (que, usualmente, acometem os pés), percebe-se um aumento na espessura, o que a torna mais grossa, gera uma deformação e até uma coloração mais amarelada ou esbranquiçada.

Contudo, embora a onicomicose não seja incomum, a maioria das pessoas não conhece as possíveis causas da infecção, quais são os sinais iniciais aos quais se deve ter atenção e como tratá-la. Por isso, neste post, o nosso intuito é sanar as principais dúvidas sobre o tema. Vamos lá?!

Quais são as principais causas para o surgimento de fungo nas unhas?

Como dito, a micose surge em razão de uma infecção fúngica, contudo, os ambientes úmidos e quentes favorecem o desenvolvimento da condição. É justamente por essa razão que é superimportante adotar os seguintes hábitos:

  • manter os pés bem secos após o banho;
  • evitar, tanto quanto possível, a utilização de meias e de calçados que sejam confeccionados em materiais sintéticos, já que eles, além de não absorverem o suor, elevam a sudorese;
  • trocar as meias todos os dias;
  • não andar descalço em banheiros públicos;
  • não utilizar sapatos apertados;
  • alternar a utilização de calçados e, sempre que for viável, optar por modelos abertos, como chinelos, sandálias etc.

Além disso, é válido pontuar que há pessoas que têm uma propensão maior à presença de fungo nas unhas, compondo um grupo que, por essa razão, deve ter mais atenção. Estamos falando de idosos, de diabéticos e de indivíduos que sofrem, de algum modo, com uma vascularização periférica — ou seja, dos dedos dos pés e das mãos — insuficiente.

A razão para tanto é que a ausência de oxigenação nessas áreas tem o potencial de facilitar o desenvolvimento de infecções causadas por fungos. Inclusive, os diabéticos, em especial, precisam ter uma grande cautela, já que a condição pode rapidamente evoluir para problemas secundários e a redução de resposta do sistema imunológico pode “abrir as portas” para a erisipela, que é um processo infeccioso da pele causado pela propagação de uma bactéria nos vasos linfáticos.

Quais são os primeiros sinais aos quais se deve ter atenção e como é possível prevenir?

Inicialmente, pode-se notar a ocorrência de “descolamentos” pequenos da unha ou a alteração da sua coloração, como já foi brevemente mencionado — há casos em que ela pode ganhar até mesmo um tom mais amarronzado ou enegrecido. Na verdade, os indícios de alerta variam a depender do tipo de fungo.

Com o tempo, é possível que ocorra um espessamento (como também foi dito), deixando-a mais grosseira e, eventualmente, provocando deformações.

Embora adotar os hábitos já elencados e que costumam evitar as causas de maior propensão ao surgimento de fungo nas unhas já seja uma maneira de prevenir a onicomicose, há outros cuidados que podem ser também bons aliados. Nesse sentido, o ideal é:

  • manter as unhas sempre higienizadas e bem cortadas;
  • colocar os calçados utilizados ao sol — durante os períodos de alternância dos quais falamos — e aplicar um pouco de talco na parte interna;
  • buscar estar atento a eventuais mudanças nas unhas que possam indicar algum prejuízo à saúde;
  • certificar-se de que o material utilizado para fazer as unhas nos salões de beleza — caso você tenha o hábito de frequentá-los — foi previamente esterilizado na autoclave e, se possível, dar preferência a ter um kit próprio e levá-lo, especialmente se você fizer parte do grupo de pessoas que têm maior propensão à contração de infecções fúngicas.

Lembre-se sempre de que, ainda que haja diversas alternativas disponíveis no mercado atualmente para o tratamento de fungos nas unhas, o ideal é sempre adotar boas práticas a fim de prevenir o surgimento da infecção.

Como tratar a micose nas unhas?

Atualmente, existe um grande número de produtos no mercado voltado ao combate de infecções fúngicas nas unhas, como cremes, óleos antifúngicos, medicamentos administrados por via oral, esmaltes etc. No entanto, é importante ter uma boa dose de paciência e, inclusive, de persistência, já que, em geral, os fungos costumam apresentar grande resistência. Comumente, eles desenvolvem uma espécie de “cobertura de proteção”, o que pode tornar o processo de cura bastante moroso.

Além disso, é necessário aguardar o crescimento natural da unha para observar uma melhora no quadro, já que a parte danificada precisa ser substituída pela saudável. Outro ponto que também se deve ter em mente é que, como as unhas estão nas extremidades do nosso corpo, elas recebem um aporte sanguíneo reduzido. Esse é mais um fator que colabora para a lentidão da percepção dos resultados do tratamento, em especial quando são administrados remédios orais.

Esse é um dos motivos pelos quais pode ser mais interessante optar por tratamentos tópicos — em que o modo de uso é a aplicação na própria região afetada — em vez de tratamentos orais, ou, ao menos, pela associação de ambos. A razão para tanto é que os medicamentos que são diretamente depositados nas unhas, como os óleos antifúngicos, facilitam a melhor penetração do produto, além de serem de fácil utilização.

Como você pôde ver, o surgimento de fungo nas unhas não é algo incomum, mas é importante que seja tratado logo que os primeiros sinais são notados, principalmente pelas pessoas que têm uma propensão maior aos eventuais agravamentos resultantes da condição. Por isso, procure adotar os bons hábitos de prevenção no dia a dia e, ainda assim, ao notar quaisquer alterações que possam representar indícios de problemas de saúde, como a onicomicose, busque a orientação de um profissional habilitado.

Aproveitando o gancho da temática do post, que tal conferir também o nosso artigo sobre cuidados com os cabelos e com as unhas, principalmente em relação ao fortalecimento? Vamos lá!

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